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13/06/2009
Ansiedade normal e patológica
Ansiedade normal
A ansiedade é uma reação em geral normal do ser humano. É um sentimento que acompanha mudanças na vida da pessoa; separação da criança dos pais ao ir para escola, rompimento de relacionamentos, espectativa para fazer provas ou testes, e assim por diante.

A ansiedade é um sintoma primariamente psíquico, ou seja, a pessoa se sente ansiosa e conta isso aos outros, por exemplo, mas há uma série de sinais que acompanham a sensação mental que incluem: tontura, diarréia, pressão alta, palpitação, tremor, sudorese excessiva, etc. As reações variam de indivíduo a outro.

Assim ela se divide em dois aspectos:
1) sua percepção de alterações fisiológicas (como sudorese e palpitação)
2) a consciência de estar nervoso ou amedrontado.

A ansiedade tem como função adaptativa básica o alerta a perigos internos (dor) ou externos (ameaça de lesão corporal). Desta maneira, pode vir acompanhada de medo (medo de morrer frente à um assalto), e visa a preparar o indivíduo para reações imediatas ou evitar tais ameaças, ou pelo menos atenuar os seus danos.

“Estresse” geralmente depende do estímulo e do indivíduo que recebe o estímulo. Assim, um desbalanço entre o interno (capacidade de a pessoa manter-se calma, estruturação psicológica, e assim por diante) e o externo (sobrecarga emocional e/ou física) gera o estresse.
 
Ansiedade patológica
A ansiedade passa a ser patológica na medida em que ela aparece sem que haja um estímulo, ou seja, na medida em que a pessoa fique ansiosa sem ter um motivo aparente. Palpitações, sudorese, “aperto no peito” surgem com uma freqüência razoável sem que haja uma causa imediata que possa ser identificada por ele.

Outro critério que geralmente é usado é quando a reação ansiosa é desproporcional ao estímulo. Reações muito drásticas a estímulos que normalmente teriam de desencadear respostas menores por parte do indivíduo.

As causas são as mais variadas; as teorias psicológicas falam e repressão de desejos (Freud),  de condicionamento de respostas ansiosas (teorias comportamentais) e de vazios existenciais (teorias existenciais).

As teorias biológicas falam em hiper-excitação do sistema nervoso autônomo (aquele que é responsável por respostas como taquicardia, dor de cabeça e aceleração da respiração, por exemplo) e desequilíbrio de hormônios como a serotonina e a noradrenalina, além de fatores genéticos que contribuem para isso.
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